Alegria Eterna

“Vejam! Criarei novos céus e nova terra, e as coisas passadas não serão lembradas” (Isaías 65:17). Não raro, filmes, animações de TV e demais produtos da cultura do entretenimento retratam o “Céu” como sendo algo etéreo, imaterial e altamente entediante. Infelizmente, tal concepção é uma realidade mesmo entre o povo de Deus. Detentores de uma visão de mundo em muito influenciada pela filosofia grega, muitos cristãos acreditam que a matéria criada é essencialmente má. Isso é trágico, pois uma visão equivocada da vida eterna produz uma expectativa equivocada do que virá. A esperança da glória deve encher o nosso coração de alegria, mas como celebrar uma eterna chatice?

O fato, porém, é que este ideário está muito distante do ensino bíblico. Aliás, as escrituras nos dão diversas razões pelas quais devemos aguardar alegre e ansiosamente pela vida eterna prometida por Cristo. Primeiramente, é preciso estar claro para nós que as escrituras não falam apenas de “céu”. Na verdade, a linguagem bíblica para se referir à glória do porvir é “novos céus e nova terra” (2Pe 3.13). Isso mesmo, terra. A natureza criada será restaurada ao seu esplendor original (Rm 8.21). Tudo que foi deformado pelo pecado será plenamente redimido na vinda plena do Reino, e isso inclui a boa criação de Deus (Gn 1.31).

Além disso, como cristãos aguardamos a “ressurreição da carne”. Na eternidade, não seremos “fantasmas” (2Co 5.3). Antes, nossos corpos serão restaurados. Teremos um corpo glorioso, incorruptível (nem ao menos ousamos especular como seria este corpo em detalhes), mas um corpo, não obstante (1Co 15.42). Assim como Jesus ressuscitou, nós também ressuscitaremos (1Co 15.22). E Jesus ressuscitou em um corpo físico. Assim sendo, o corpo não é uma “prisão da alma”, ou estado humano temporário, antes, um instrumento por meio do qual honramos a Deus (1Co 6.20) e uma bênção do criador que deve ser nutrida e cuidada.

Finalmente, existe a promessa de que, no céu (ou melhor, nos novos céus e nova terra), toda dor cessará. Não haverá mais lágrimas, morte ou tristezas (Ap 21.4). Todas as consequências nefastas do pecado serão plenamente removidas, e viveremos na presença de Deus, em alegria eterna (Is 35.10). Isso é motivo mais do que suficiente para celebrarmos e vivermos em alegre esperança!

#BemVindoAoEvangelho

 

Sobre o autor: Eduardo Faria é pastor da 4ª Igreja Presbiteriana do Brasil em Juiz de Fora/MG e docente do Instituto Haggai. Formado em Comunicação Social pela UFJF e em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul.

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